O criador do Facebook, Mark Zuckerberg foi ao Senado Americano para falar sobre a Ferramenta Centra, uma ferramenta interna da plataforma que é usada para rastrear os seus usuários não apenas no Facebook, mas em toda a internet. Ela Marca diferentes perfis que o usuário visita, seus destinatários de mensagens, suas contas vinculadas e as páginas que visitam na web que têm links do Facebook.

A Centra também usa dados comportamentais para monitorar as contas dos usuários mesmo que essas contas estejam registradas com um nome diferente. O Facebook pode usar, inclusive a ferramenta para revisar e fechar contas indiscriminadamente sem qualquer pré aviso ao usuário.

No Brasil, essa ferramenta pode ser achada com o nome de Oculus (ANALISA SUAS ATIVIDADES FORA DO FACEBOOK QUANDO VOCÊ ESTÁ COM O APP DESLIGADO), nos termos de uso do próprio Facebook que diz claramente analisar:

*As informações que Empresas e Organizações compartilham com eles se usarem alguma ferramenta de empresas do grupo;

*O número de interações que você tem com um aplicativo ou um site (abrir um app, entrar em um app com a conta do Facebook, visualizar um conteúdo, pesquisar 1 item, adicionar algo ao seu carrinho de compras, fazer uma compra, fazer uma doação);

*Atividades de provedores de serviços de dados e agências de marketing;

*Atividades que não tem relação com ações que você realizou (atualizações de apps ou de sites no seu telefone).

Eles também dizem, claramente, que recebem mais detalhes e atividades do que aparece na sua atividade fora do Facebook e que por motivos técnicos e de precisão, não mostram todas as atividades que recebem. O que inclui as informações de quando você não está conectado ao Facebook ou quando não podem confirmar que você usou o Facebook anteriormente no dispositivo em questão. Também não mostram os itens que você adicionou ao carrinho de compras, mas retém esses dados para fins de publicidade.

Parece tudo muito complicado não? Mas, a violação de dados nunca foi tão clara nesse aspecto. Não só tendo em vista a Legislação brasileira, a Europeia, quanto também a mundial.

SOBRE O WHATSAPP

E por falar em violação de dados, o WhatsApp anunciou em 15 de janeiro, um atraso de três meses a aplicação de uma nova política de privacidade, originalmente programada para entrar em vigor em 8 de fevereiro após a confusão generalizada sobre se a nova política que obrigaria o compartilhamento de dados com o Facebook .

O app esclareceu repetidamente que sua atualização aborda bate-papos de negócios no caso de um usuário conversar com a plataforma de atendimento ao cliente de uma empresa através do WhatsApp.

A verdade é que, desde 2016, o WhatsApp compartilha certas informações com o Facebook, incluindo seu número de telefone, a menos que você seja um dos poucos usuários selecionados que optou por não compartilhar dados enquanto a opção ainda estava disponível naquele ano.

As mudanças na política de privacidade do WhatsApp em 2016 também estão sujeitas a litígios pendentes no Supremo Tribunal da Índia em Karmanya Singh Sareen v. União da Índia, onde a IFF é interveniente.

O fraco histórico de privacidade do Facebook e o fato de que o WhatsApp ao longo do tempo mudou suas atenções para monetizar a plataforma para sua grande base de usuários internacionais, corroeu a confiança no aplicativo de bate-papo, que, por sua vez, teve o efeito de tornar uma atualização, relativamente mundana, em uma controvérsia mundial.

 VAZAMENTOS NO WHATSAPP WEB

Inclusive, se você usa o WhatsApp Web, melhor ficar atento!

O pesquisador digital independente Rajshekhar Rajaharia descobriu, na última sexta-feira (15), que usuários da versão web do app de mensagens estão tendo seus números de celular indexados pelo Google. Ou seja, seu telefone fica exposto nos resultados de qualquer busca.

Ainda que o WhatsApp seja um aplicativo primariamente móvel, mais de 400 mil usuários utilizam a sua interface web na Índia, país onde a descoberta foi feita. Essencialmente, o WhatsApp Web espelha seus chats no celular, permitindo que você os conduza pelo computador pessoal.

“O vazamento está acontecendo pelo WhatsApp Web. Se alguém estiver usando o WhatsApp em um laptop ou PC de escritório, seu número móvel será indexado no Google Search. Falamos de números de usuários individuais, não telefones de negócios”, disse Rajaharia à agência de notícias indoasiática (IANS).

A informação bate com outro problema enfrentado pelo WhatsApp há um bom tempo. Se você digitasse na busca do Google os termos “site:chat.whatsapp.com”, receberia como retorno uma série de links de grupos do mensageiro – alguns destes, privados.

“apesar do WhatsApp aconselhar o Google a remover os links de grupos de chat de antes, os números [de telefone] via aplicação WhatsApp Web agora são indexados pela busca”, disse Rajaharia.

Ainda, segundo Rajaharia, o transtorno atual ainda não foi resolvido nem pelo Google, nem pelo Facebook. E o timing da situação é extremamente desfavorável, haja vista que o WhatsApp tentou forçar uma mudança em seus termos de uso, onde especialistas se desagradaram diante do app compartilhar informações de seus usuários com o Facebook – mesmo que os usuários não tenham conta na rede social.

Sendo que até o presente momento, WhatsApp e Google não comentaram o caso!!

DO COMPARTILHAMENTO DOS DADOS ENTRE O FACEBOOK E O WHATS APP

Como o TechCrucnch explicou em 2016, o Facebook está particularmente interessado em coletar números de telefone de usuários através do WhatsApp porque não pode fazê-lo através seu próprio serviço.

Um indivíduo pode fazer uma conta no Facebook apenas usando um ID de e-mail, mas fornecer o número de telefone é necessário para criar uma conta no WhatsApp.

Portanto, os números de telefone são a peça final do quebra-cabeça na construção de um perfil de 360 graus dos usuários, e vincular identidades em ambas as plataformas certamente aumentaria a capacidade do Facebook de influenciar o comportamento de seus usuários por meio de publicidade personalizada e direcionada.

Esta explicação parece plausível, especialmente à luz do Facebook ter um histórico desagradável de uso de números de telefone compartilhados por indivíduos para fins de segurança, como autenticação de 2 fatores para publicidade.

O app apenas comunica que a intenção da atualização é esclarecer aos usuários que as mensagens com empresas no WhatsApp podem ser armazenadas nos servidores do Facebook, o que exige o compartilhamento de dados entre as duas empresas (esses dados, diz o WhatsApp, podem ser usados por empresas para fins de publicidade, mas o Facebook não o compartilha em seus aplicativos automaticamente).

De acordo com um comunicado do WhatsApp, a principal mudança introduzida pela nova política de privacidade lançada em 04 de janeiro de 2021 é esclarecer que “daqui para frente as empresas podem optar por receber serviços de hospedagem segura de nossa matriz Facebook para ajudar a gerenciar suas comunicações com seus clientes no WhatsApp .”

 Isso significa que o Facebook agora pode ter acesso às mensagens que os usuários compartilham com empresas no WhatsApp.

O que foi admitido pelo Facebook e a empresa afirma que “não usará mensagens automaticamente para informar os anúncios que um usuário vê”, mas as empresas poderão usar os chats que receberem para seus próprios fins de marketing, o que pode incluir publicidade no Facebook .”

Considerando o registro anterior do Facebook sobre privacidade, permitiremos que você decida se essas garantias são confiáveis.

Além disso, a nova política de privacidade também confirma a ampla coleta de dados pelo WhatsApp, que é evidente a partir do seguinte:

  • A nova política fornece mais detalhes sobre o uso e informações de log e informações de dispositivo e conexão coletadas pelo WhatsApp, o que demonstra a natureza altamente invasiva e granular da coleta de metadados pelo WhatsApp. Por exemplo, a política atualizada esclarece que o WhatsApp também coleta informações como níveis de bateria e intensidade do sinal.
  • A nova política revela que mesmo que um usuário não use seus recursos de relação de localização, o WhatsApp coleta seus endereços IP e outras informações como códigos de área de números de telefone para estimar a localização geral (cidade, país).
  • A nova política estabelece que, para os usuários de seu serviço de pagamento, o WhatsApp começará a processar as informações da conta de pagamento e da transação, incluindo informações sobre a forma de pagamento, detalhes de envio e valor da transação.

 Esquece-se, entretanto que dados compartilhados por empresas ou entre empresas são dados sensíveis e legalmente protegidos, como seus documentos pessoais, lugar aonde você vive e até mesmo sua situação bancária, quando é o caso de compartilhamento de pagamentos via cartão de crédito ou depósito bancário.

Ou seja, o app de comunicação passaria legalmente a ter importantes informações financeiras a crédito pessoal e como você maneja seu dinheiro, o que é algo que o Facebook tem tentado até mesmo através da Justiça Americana, conseguir ilegalmente dados financeiros globais dos usuários para conseguir mais adeptos ao seu novo serviço de pagamento.

Os dados hoje são a moeda mais cara que existe no mundo e é através dela que gigantes de redes social se tornam cada vez mais milionários. Violando e distribuindo segredos, principalmente os industriais.

Se você em sã consciência acredita que tudo bem e isso não pode afetar nem sua vida pessoal e nem a da sua empresa, lhe desejamos boa sorte!

Agora se você é daqueles que acredita que sua conta bancária e seus rendimentos pertencem somente a você, por ter trabalhado por eles e que jamais compartilharia isso com um ladrão, seja bem-vindo!

Quer saber mais sobre isso?

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Fontes:

https://www.theverge.com/2021/1/15/22233257/whatsapp-privacy-policy-update-delayed-three-months

https://internetfreedom.in/explainer-whatsapp-privacy-policy-changes-2021/

https://olhardigital.com.br/2021/01/18/noticias/whatsapp-web-expoe-numeros-de-telefone-de-usuarios-na-internet/

 

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